Depois da bariátrica

Depois da bariátrica tudo mudou. Eu nem me lembro como era meu corpo, e como eu era quando obesa.  Tenho certeza que minha personalidade mudou. Junto com o corpo, muita coisa muda também. Quando adolescente( antes de casar) eu não tinha nenhum vicio. Ou nada do tipo. Mas depois que casei, aos 16 anos, tudo mudou. Absolutamente TUDO MUDOU. Minha vida não era mais a mesma. E não era exatamente por isso que eu me sentia frustrada. O fato é que eu não me sentia livre, como imaginei que seria. Sai da casa da minha mãe onde era controlada pelos meus pais, para ser controlada pelos pais de outra pessoa. ( isso hoje são águas passadas) Mas então eu descontava minha tristeza, raiva e insatisfação na comida. Cheguei ao ponto de engordar tanto que dietas e remédios já não faziam efeito nenhum. De 54kg fui parar nos 116kg. Nem gosto de fazer essa conta. O tempo todo, Gustavo me aceitou e respeitou. Ele é de longe o melhor homem que já conheci em toda vida. E olha, meu histórico com ''homens'' não são dos melhores. Fico com receio de contar minha história de vida ( que daria um puta livro) e passar a imagem de ''coitadinha'' coisa que não sou nem de longe. Voltando. Então no dia 13/12/2013 eu fiz a bariátrica. E a comida, que era minha válvula de escape nesse ponto me levaria literalmente a morte. As primeiras semanas me adaptando foram horríveis! Não gosto nem de lembrar!!! Hoje como mesmo pra ficar de pé. 
Mas então eu fui emagrecendo, me sentindo bem e confortável. Comprar roupas era e é uma delicia! tudo cabe, tudo fica bem! hoje eu posso escolher uma roupa que eu gosto, não apenas a que me cabe! Com todo esse deslumbre, fui me descontrolando mês a mês. Tudo que via comprava. podendo ou sem poder. Eu comprava e compro. Desenvolvi o que chamamos de Oneomania. Sem nenhum critério ou prioridade. Eu simplesmente compro. Compro, fico feliz, satisfeita e depois me afogo no remorso. Porque aquele dinheiro não era para isso!!! tínhamos planos, compromissos e obrigações com o dinheiro que usei desenfreadamente. Não é fácil expor para vocês de forma tão clara e explicita. Agora me sinto vulnerável e nua.  Vou continuar a escrever na esperança de não estar sozinha. De encontrar força. De mudar.
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